Revista Ambiente Urbano - Ano 1 - nº09 - Outubro/Novembro de 2006
Escrito por Adriano Calhau
"Salvar um leão por dia"
Acho que chegamos a um momento único na história da humanidade, provavelmente um dos mais importantes para a definição de nossa existência: escolher se queremos optar pela vida, em sua forma mais bela, ou pela sobrevivência árdua em sua forma mais dolorosa.
Em qualquer uma das alternativas, a lei da evolução será colocada em prática, pois até mesmo na dor e no sofrimento o espírito humano é levado ao crescimento e ao aprendizado.
A única diferença é a forma como isso vai ser feito, pois graças ao livre arbítrio a que fomos dotados, mesmo que não façamos nada, algo já esta sendo feito pelo caminho da omissão.
Como diz Carl Jung: quando não reconhecemos uma situação internamente, ela se manifesta externamente em forma de fatalidade.
Somos responsáveis por absolutamente tudo que acontece em nossas vidas, cada pensamento ou atitude, manifestam-se na lei da ação e reação. Como diz Carl Jung: quando não reconhecemos uma situação internamente, ela se manifesta externamente em forma de fatalidade.
Somos responsáveis por absolutamente tudo que acontece em nossas vidas, cada pensamento ou atitude, manifestam-se na lei da ação e reação.
O dia a dia fica destinado a cuidar apenas dos compromissos pessoais ou profissionais com muito pouco tempo, ou quase nada, para cuidar de pontos essenciais para viver coletivamente: cuidar do ser humano fora de nosso circulo de relações e do meio ambiente em que vivemos, são tão importantes quanto cuidar de nossa própria família.
É incrível que o homem não tenha percebido que, na sede de suprir apenas suas próprias necessidades, está causando um desequilíbrio que pode comprometer de forma irreversível a vida desta e das próximas gerações.
A busca pelo dinheiro e pelo lucro a qualquer custo, criou uma horda de excluídos, e problemas ambientais de magnitude jamais vista.
E tanto a violência como o aquecimento global - só para citar dois exemplos - não estão na prioridade diária das pessoas e, no entanto, são problemas que afetam a todos indistintamente.
E, a medida que crescem os problemas de escassez dos recursos naturais, mais violência e desigualdade teremos, pois as pessoas precisam de pelo menos comida e água para sobreviver.
Nesta edição da Revista Planeta Cidade, resolvemos focar as empresas, e qual o seu papel na sociedade para aumentar ou diminuir as conseqüências do descaso. Vale a pena lembrar que as empresas são feitas por pessoas, e que a conscientização de que elas podem fazer algo além de gerar lucros, é a única saída que temos para não entrarmos em um “buraco sem fundo”.
Enfim, hoje ainda se diz quando se vai trabalhar “que é preciso matar um leão por dia”. Acredito que chegou a hora de mudar o ponto de vista, pois a destruição tornou-se um caminho fácil e sem futuro.
O que precisamos é de pessoas, em todos os lugares, com coragem, disposição e fé para “salvar um leão por dia”. Para isso sim, vale a pena viver!