 | | | | Começa neste sábado megavacinação contra rubéola | Em São Paulo, mais de 14,2 milhões de homens e mulheres serão vacinados entre 9 de agosto e 12 de setembro. População de 20 a 39 anos deve procurar postos.
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Será lançada neste sábado, dia 9, a Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola com a meta de vacinar aproximadamente 70 milhões de pessoas de ambos os sexos durante cinco semanas, em todo o país. O lançamento nacional será às 9h na Policlínica Comunitária de Jurujuba (avenida Carlos Ermelindo Marins, s/n), em Niterói (RJ). Em São Paulo, serão vacinados mais de 14,2 milhões de homens e mulheres de 20 a 39 anos e toda a população indígena aldeada. Em toda a região Sudeste, a meta é vacinar 31,7 milhões de pessoas.
A vacinação contra a rubéola vai até o dia 12 de setembro, em todos os municípios brasileiros. Essa é a maior mobilização já realizada em todo o mundo com o objetivo de imunizar indivíduos adultos. No dia 9 de agosto, ocorrerá também com a segunda etapa da vacinação contra a poliomielite. Ir ao posto de saúde se proteger contra doenças virou um programa de família.
Os homens são o principal foco da campanha contra a rubéola. Isso porque, em anos anteriores, os públicos-alvos foram crianças e mulheres. Para o Ministério da Saúde, agora é a vez de centrar esforços para vacinar pessoas do sexo masculino. Dos 8.684 casos de rubéola confirmados no país, em 2007, 70% corresponderam a pacientes homens (veja tabela).
A necessidade de vacinar os homens não exclui as mulheres. Pelo contrário, para eliminar a circulação do vírus no país é fundamental vacinar também as pessoas do sexo feminino. Ao todo, 35,3 milhões de mulheres serão vacinadas.
Essa ação está dentro do compromisso firmado pelos países das Américas durante a 44ª reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) de eliminar até 2010 a rubéola e a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) – complicação da infecção pelo vírus da rubéola durante a gestação, principalmente no primeiro trimestre da gravidez.
Público - A imunização será feita em duas grandes frentes: com a aplicação da vacina Dupla Viral (sarampo e rubéola) em homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos de todo o país, e por meio da vacina Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) em indivíduos entre 12 e 19 anos nos estados do Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, além de toda população indígena que vive em aldeias.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, enviou no fim de junho cartas individuais a todos senadores, deputados, governadores, prefeitos, secretários estaduais e municipais de saúde e integrantes dos Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), conclamando os gestores a participarem ativamente dessa grande ação, sensibilizando a população. O ministério enviou também para os estados e municípios o plano de ação da campanha, assim como o manual técnico-operacional.
Pelo seu ineditismo e amplitude, a campanha já despertou o interesse de diversos países do mundo. Eles enviarão observadores para conhecer a ação durante uma semana. Além destes visitantes, essa ação contará com a participação de oito consultores internacionais, que vão ajudar técnicos brasileiros na estruturação da campanha nos estados. Eles vêm de cinco países – Paraguai, Colômbia, Equador, Peru e México – e devem permanecer no Brasil por três meses. Contra-Indicações - A vacina é contra-indicada para mulheres grávidas; pessoas que já tiveram reação alérgica grave à vacina; indivíduos com imunodeficiências congênitas ou adquiridas; pacientes que estão fazendo uso de corticóides em doses imunossupressoras, ou seja, que baixam a imunidade; pessoas em tratamento quimioterápico; e, por fim, transplantados de medula óssea cuja cirurgia tenha sido feita com menos de dois anos. Em qualquer caso de dúvida, a recomendação é consultar um profissional de saúde.
O Brasil realizou entre 1992 e 2000 campanhas estaduais para implantação da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em crianças de um a 11 anos e, posteriormente, em mulheres em idade fértil. Esse conjunto de ações de vacinação dirigido a diversos grupos etários provocou importante redução na incidência da doença, modificou o ciclo dos surtos que deixou de ser prioritariamente em crianças e mulheres, mas não conseguiu interromper a circulação do vírus da rubéola.
Em 2006, houve um aumento de casos confirmados da doença, nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. A disseminação do vírus ocorreu também em 2007, quando 20 estados brasileiros foram afetados, totalizando 8.683 casos, sobretudo nas regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste. Saiba Mais
O que é a rubéola?
A rubéola, também conhecida como “sarampo alemão”, é uma doença infecto-contagiosa causada por vírus.
Qual a causa?
É transmitida pelo vírus do gênero Rubivirus da família Togaviridae.
Quais os sintomas?
O paciente apresenta febre baixa, manchas na pele, dor de cabeça e nas articulações, gânglios aumentados no pescoço e atrás da orelha, entre outros.
Como se transmite?
A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar.
Como tratar?
Não há tratamento específico para a rubéola. Em caso de suspeita, a pessoa deve imediatamente procurar orientação médica.
Como se prevenir?
Atualmente, a vacina contra rubéola consta no calendário vacinal para crianças aos 12 meses de vida com reforço entre quatro a seis anos. A vacina também está disponível para mulheres na faixa etária de 12 a 49 anos e para os homens de 12 a 39 anos.
Como é feito o diagnóstico?
Algumas doenças se manifestam de forma semelhante à rubéola, como sarampo, escarlatina e dengue. Na situação atual de eliminação da rubéola, identificar precocemente um caso suspeito e realizar as ações de vigilância de forma adequada com uma correta investigação epidemiológica, a realização do diagnóstico diferencial é muito importante para classificar adequadamente qualquer caso suspeito.
Rubéola no mundo
- A OMS estima que existam 110 mil novos casos de SRC a cada ano no mundo. - Em 1996, 65 países tinham a vacina de rubéola em seus calendários nacionais de imunização. Em 2006, o número de países passou para 123 países.
Rubéola no Brasil
- A partir de 2007, o Brasil inicia a organização de uma campanha nacional para eliminar a rubéola e a SRC - A vigilância epidemiológica da rubéola e da SRC foi intensificada a partir de 1999 com a implantação do Plano de Eliminação do Sarampo. -Entre 1999 e 2007, a redução dos casos confirmados de rubéola ficou em torno de 80%. - A partir de 2006 surtos de rubéola passaram a ocorrer nos estados de MG, RJ, RS, PR, CE, SP, MS, MT dentre outros. A faixa etária mais acometida é a de 20-34 anos de idade e 70% dos casos confirmados ocorreram no sexo masculino. Confira o número de casos de rubéola por estado | | CASOS CONFIRMADOS RUBÉOLA. BRASIL/2007 | CASOS CONFIRMADOS RUBÉOLA. BRASIL/2008 | | NORTE | 37 | 4 | | RO | 0 | 0 | | AC | 0 | 0 | | AM | 0 | 0 | | RR | 0 | 0 | | PA | 2 | 1 | | AP | 0 | 1 | | TO | 35 | 2 | | NORDESTE | 1126 | 114 | | MA | 7 | 14 | | PI | 0 | 0 | | CE | 342 | 55 | | RN | 11 | 2 | | PB | 452 | 20 | | PE | 50 | 1 | | AL | 44 | 5 | | SE | 11 | 1 | | BA | 209 | 16 | | SUDESTE | 3642 | 435 | | MG | 212 | 7 | | ES | 73 | 2 | | RJ | 1698 | 61 | | SP | 1659 | 365 | | SUL | 3005 | 144 | | PR | 63 | 12 | | SC | 90 | 5 | | RS | 2852 | 127 | | C. OESTE | 874 | 119 | | MS | 23 | 15 | | MT | 95 | 11 | | GO | 284 | 32 | | DF | 472 | 61 | | BRASIL | 8684 | 816 | | FONTE:COVER/CGDT/DEVEP/SVS/MS | | Atendimento ao cidadão
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