Revista Ambiente Urbano - Ano 3 - nº27 - Julho/Agosto de 2008
Escrito por Redação
Estudo mostra que oxibiodegradável não é a melhor solução
Um estudo encomendado pelo governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, foi decisivo para aquele Estado não adotar os plásticos conhecidos como oxibiodegradáveis. Em uma palestra realizada no final de junho na Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, em São Paulo, o professor Joseph Greene explicou que após um estudo sobre os processos de degradação dos plásticos - convencionais, biodegradáveis, oxibiodegradáveis e outros -, com testes realizados em centrais de compostagem, aterros, ambientes marinhos simulados e em processos de digestão anaeróbica, verificou-se que os plásticos conhecidos como oxibiodegradáveis não se decompõem em nenhum ambiente. De acordo com o pesquisador, esses tipos de plásticos não se degradam completamente e geram fragmentos contaminantes quando descartados de forma indiscriminada: por essa razão, ele afirmou que um nome mais apropriado para esse tipo de produto seria "oxi-fragmentável". A pesquisa foi produzida pela Universidade Estadual da Califórnia e pelo Chico Research Foundation, para a adoção de uma política pública de destinação final de resíduos sólidos eficiente e ecológica.
O que é um plástico biodegradável?
Todos os materiais plásticos são degradáveis, embora varie o mecanismo de degradação. A maior parte se degradará por meio de fragmentação das cadeias de polímeros quando expostas à luz ultravioleta (UV), ao oxigênio, ou ao calor elevado.
A biodegradação, no entanto, só ocorre quando microorganismos vivos quebram as cadeias de polímeros para consumi-los como fonte de alimento. Para que um plástico seja considerado biodegradável, ele precisa se decompor em um período de tempo que não pode exceder a 180 dias, de acordo com as normas internacionais.a